Material elaborado pelo Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos traz recomendações essenciais para o pré-ato, durante as manifestações, retorno seguro e proteção digital
Brasília – Com o acirramento do debate e o tensionamento político característicos do período eleitoral, o Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) está lançando um guia voltado a orientar cidadãos, ativistas e defensores de direitos humanos sobre como participar de atos públicos com segurança e proteção coletiva. A publicação reforça que ir às ruas é um direito democrático inegociável e que a obrigação primária de garantir a segurança dos manifestantes é do Estado.
No entanto, diante de cenários de ameaças, provocações e episódios de violência discriminatória, o Comitê aponta que adotar estratégias de autodefesa e cuidado mútuo tornou-se fundamental para preservar a integridade de quem vai a campo, sem que isso signifique recuar da mobilização popular.
Dividido em quatro eixos estratégicos, o material aborda desde a preparação em casa até o retorno para o lar:
Antes de sair:
Recomendações sobre a checagem de canais oficiais de convocação, o planejamento detalhado das rotas de transporte, a definição de pontos de encontro com pessoas de confiança, além de alertas cruciais para evitar a exposição em tempo real de deslocamentos nas redes sociais.
No calor do ato:
Dicas para monitorar mudanças no ambiente, manter contato constante com o grupo de apoio, identificar rotas de fuga com antecedência e redobrar a atenção contra provocações de grupos extremistas, mantendo sempre a rede de solidariedade ativa para amparar quem precisar.
O retorno para casa (Pós-ato):
Cuidados redobrados na hora da dispersão. O guia orienta a evitar trajetos solitários, priorizar vias iluminadas e movimentadas, e traz protocolos específicos de segurança caso o manifestante perceba qualquer indício de perseguição (como buscar abrigos em locais abertos e comerciais).
Segurança Digital:
Orientações vitais de cibersegurança que incluem o uso de senhas fortes, criptografia em aplicativos de mensagem, o cuidado rigoroso para não expor rostos ou dados de terceiros em fotos e vídeos, e a recomendação preventiva de anotar contatos de emergência em papel.
O guia completo do CBDDH já está disponível para consulta e download gratuito aqui.