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CBDDH amplia rede e aprova entrada de duas novas organizações

  • Date : 27 de abril de 2026

O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) realizou, entre os dias 17 e 19 de março de 2026, seu 8º Encontro Nacional, em Brasília (DF).

Durante a plenária, mais de 50 defensoras e defensores de direitos humanos aprovaram a entrada de duas novas organizações na rede, fortalecendo a articulação nacional em defesa da vida, dos territórios e da proteção de quem luta por direitos.

Uma das organizações aprovadas foi o Coletivo Veredas, formado por advogadas e advogados populares que atuam desde 2023 no sul do Pará na defesa do direito à terra. O coletivo desenvolve assessoria jurídica popular junto a comunidades camponesas, com foco na efetivação da reforma agrária e na proteção de territórios diante de grandes empreendimentos que geram violações de direitos humanos.

Sua atuação combina litigância estratégica, promoção da regularização fundiária e ambiental e incentivo a práticas sustentáveis de uso do território. Com isso, contribui para o acesso à justiça, a permanência das comunidades em suas terras e a construção de alternativas alinhadas à justiça climática na Amazônia, reafirmando a advocacia popular como ferramenta de transformação social.

Também passa a integrar a rede o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), organização popular com 25 anos de atuação nas periferias de cidades grandes e médias do país. O movimento fortalece a auto-organização da classe trabalhadora a partir de seus territórios de moradia — bairros, favelas e ocupações —, atuando na educação popular e na construção da luta por direitos.

Entre suas frentes de atuação estão o direito à moradia, o enfrentamento às violências contra as mulheres e ao racismo, o direito ao trabalho, a soberania alimentar, a cultura e a saúde. O MTD também realiza mobilizações nacionais e ações de incidência política para evitar despejos forçados, enfrentar conflitos fundiários, garantir a participação dos territórios nos espaços de negociação e combater a criminalização de defensoras e defensores populares de direitos humanos.