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	<title>SMDH &#8211; Comitê DDH</title>
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	<description>Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos</description>
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		<title>Comitê expressa preocupações em relação ao PPDDH ao Ministério dos Direitos Humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 14:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[MDHC publicará decreto interministerial para estruturar Política Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos Representantes do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) expressaram preocupações quanto à fragilidade orçamentária do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), a gestores do Ministério dos Direitos Humanos e da [&#8230;]]]></description>
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<p class="documentFirstHeading"><em>MDHC publicará decreto interministerial para estruturar Política Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos</em></p>
<p>Representantes do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) expressaram preocupações quanto à fragilidade orçamentária do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), a gestores do <a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/marco/mdhc-publicara-decreto-interministerial-para-estruturar-politica-nacional-de-protecao-aos-defensores-de-direitos-humanos" target="_blank" rel="noopener">Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)</a>, durante reunião realizada na sexta-feira, 10 de março.</p>
<figure id="attachment_8658" aria-describedby="caption-attachment-8658" style="width: 768px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-8658 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx.jpeg" alt="" width="768" height="447" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx.jpeg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx-300x175.jpeg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx-320x186.jpeg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2023/03/xxxx-480x279.jpeg 480w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><figcaption id="caption-attachment-8658" class="wp-caption-text">MDHC se reúne com representantes do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. (Foto: Clarice Castro. Fonte Ascom/MDHC)</figcaption></figure>
<p>Para o coordenador-executivo da entidade <a href="https://terradedireitos.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Terra de Direitos</a>, uma das 45 organizações e movimentos sociais que compõem Comitê, Darci Frigo, ter novamente a possibilidade de diálogo com o Estado brasileiro é fundamental. Mas também é necessário se debruçar sobre os problemas deixados nos últimos anos pela gestão anterior. Sobretudo, encontrar soluções que possam reestruturar a principal política voltada para defensoras e defensores de direitos humanos no país, garantindo a participação social.</p>
<p>“O governo anterior deixou uma desconstrução na área de direitos humanos, então, a gente precisava restabelecer o diálogo. Nossa preocupação inicial é a questão orçamentária, pois sabemos que sobraram poucos recursos. Paralelamente, outra preocupação é que a construção da política nacional de proteção tenha um plano emergencial que responda às demandas das defensoras e defensores”, afirma Frigo.</p>
<p>Para os representantes do CBDDH, se o Ministério dos Direitos Humanos não conseguir mobilizar mais recursos para o PPDDH, a continuidade da principal política pública do Brasil para proteção de defensores de direitos humanos estará em risco. Uma vez que sem recursos não é possível manter equipes, implementar ações protetivas nos casos existentes, muito menos pensar na ampliação de casos.</p>
<p>Até 2022, apenas 11 programas estaduais estão totalmente implementados: Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Mato Grosso, Amazonas e Rio Grande do Sul.</p>
<p>Além da Terra de Direitos e Justiça Global, outras sete organizações membros do Comitê participaram da reunião com o MDHC: <a href="https://artigo19.org/" target="_blank" rel="noopener">Artigo 19</a>, Centro Feminista de Estudos e Assessoria (<a href="https://www.cfemea.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CFEMEA</a>), Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (<a href="https://www.fundobrasil.org.br/projeto/sociedade-maranhense-de-direitos-humanos-smdh-maranhao/" target="_blank" rel="noopener">SMDH</a>), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (<a href="https://mst.org.br/" target="_blank" rel="noopener">MST</a>), Movimento Nacional de Direitos Humanos (<a href="https://mndhbrasil.org/" target="_blank" rel="noopener">MNDH</a>), Conselho Indigenista Missionário (<a href="https://cimi.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CIMI</a>) e <a href="https://criola.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CRIOLA</a>.</p>
<p><strong>Escuta Coletiva</strong></p>
<p>A secretária-executiva, Rita Oliveira, informou que nos próximos dias Ministério publicará um decreto interministerial para tratar da <strong>Política Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos</strong>, contemplando a criação de um Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de elaborar o Plano Nacional de Proteção aos Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) e Anteprojeto de Lei substitutivo ao PL 4575/2009.</p>
<p>“Houve uma ampliação do número de ministérios que vão pensar a pauta. Também ampliamos a participação social e nós já estamos na fase de revisão desse documento”, garantiu Rita Oliveira.</p>
<p>Na ocasião, a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Isadora Brandão, apresentou também os integrantes que inicialmente irão compor o GT. “Para complementar o que nos disse a secretária Rita, o GT prevê a participação do Ministério dos Povos Indígenas; da Igualdade Racial; da Justiça e Segurança Pública; das Comunicações; do Meio Ambiente e Mudança do Clima; das Mulheres; das Cidades; da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); do Desenvolvimento Agrário, entre outras representações”, elencou a gestora.</p>
<p>Sandra Carvalho, coordenadora do Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos e da Democracia da <a href="http://www.global.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Justiça Global</a>, destacou o cenário de vulnerabilidade social dos defensores dos direitos humanos. Para ela, é essencial que o Ministério de Desenvolvimento Social e Assistência Social, Família e Combate à Fome, também promova ações para apoiar ddhs em diversos territórios.</p>
</div>
<div>
<p>Por videoconferência, o ouvidor nacional de Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, colocou a Ouvidoria à disposição para auxiliar nos debates. “Temos todo o interesse e disponibilidade de estar também nesse diálogo permanente, pois representa uma retomada dos trabalhos junto das defensoras e defensores, algo que havia se perdido ao longo desse tempo. Agora, vamos voltar a interagir”, concluiu o ouvidor.</p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">C</span><span dir="ltr" role="presentation">om 18 anos de existência, o Comitê  Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos é uma articulação composta por diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais que atua </span><span dir="ltr" role="presentation">há sete anos com ações direciona</span><span dir="ltr" role="presentation">das para a proteção integral de defensoras e </span><span dir="ltr" role="presentation">defensores de direitos humanos devido </span><span dir="ltr" role="presentation">a percepção sobre o aumento da </span><span dir="ltr" role="presentation">violência contra DDHs. </span></p>
<p><span dir="ltr" role="presentation">Esse aumento da violência é fruto não só do enfra</span><span dir="ltr" role="presentation">quecimento do programa de proteção condu</span><span dir="ltr" role="presentation">zido pelo Estado nos últimos quatro anos de governo federal (2019 a 2022), como também pelo contínuo </span><span dir="ltr" role="presentation">fortalecimento de políticas antidemocráticas, </span><span dir="ltr" role="presentation">que</span> <span dir="ltr" role="presentation">violam</span> <span dir="ltr" role="presentation">direitos</span> <span dir="ltr" role="presentation">humanos</span> <span dir="ltr" role="presentation">e</span> <span dir="ltr" role="presentation">ameaçam </span><span dir="ltr" role="presentation">quem os defendem.</span></p>
<p>Acesse a 4ª edição do Dossiê Vidas em Luta e conheça mais sobre a situação de risco de defensoras e defensores de direitos humanos, nos últimos quatro anos de governo federal (2019-2022). Baixe o arquivo pelo QRCode ou <a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/12/af-vidas-em-luta-2022-web-_VF.pdf" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.</p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/12/QRCODE-Dossie.png"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-8569 size-medium" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/12/QRCODE-Dossie-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/12/QRCODE-Dossie.png 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/12/QRCODE-Dossie-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><strong><em>Nota elabora com informações do portal do MDHC</em></strong></p>
</div>
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		<title>Em defesa do bem viver, dos direitos humanos e da democracia.</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/em-defesa-do-bem-viver-dos-direitos-humanos-e-da-democracia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 14:49:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores de direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Liderança Quilombola]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Sociedade Maranhense de Direitos Humanos O Maranhão assiste a uma escalada na violência no campo. Nos últimos 24 (vinte e quatro) meses, foram assassinadas 14 (quatorze) pessoas em áreas de conflito, sendo 07 (sete) quilombolas e 02 (dois) indígenas. Do total de vítimas, 04 são mulheres e somente 03 (tres) desses casos tiveram inquéritos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Sociedade Maranhense de Direitos Humanos</em></p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n.jpg"><img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-7998" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-300x300.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-150x150.jpg 150w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-768x768.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-350x350.jpg 350w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n-500x500.jpg 500w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/05/279279873_4943782259068817_8125213854417261927_n.jpg 843w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O Maranhão assiste a uma escalada na violência no campo. Nos últimos 24 (vinte e quatro) meses, foram assassinadas 14 (quatorze) pessoas em áreas de conflito, sendo 07 (sete) quilombolas e 02 (dois) indígenas. Do total de vítimas, 04 são mulheres e somente 03 (tres) desses casos tiveram inquéritos concluídos pela Polícia Civil/Federal, o que demonstra o nível de impunidade que premia os algozes dos defensores e defensoras de direitos humanos.</p>
<p>No Maranhão, a situação no campo é caracterizada por intensa disputa histórica por terras, ladeada pela destruição ambiental e potencializada pela priorização dada pelas políticas públicas agrária e ambiental aos interesses do agronegócio nesse cenário, grupos criminosos, que atuam para se apropriar, sobretudo, de terras públicas (solo e subsolo), fazem uso sistemático da violência, do terror e da ameaça para consolidar seus feitos.</p>
<p>Se em 2021 tivemos 09 (nove) assassinatos no campo no Maranhão, em 2022 já foram 02 (dois). Um em 08 de janeiro deste ano, na comunidade Cedro, em Arari (município em que ocorreram dois assassinatos de camponeses em 2021) e outro, recentemente, na comunidade Jacarezinho, em São João do Sóter. Nesse último caso, Edvaldo Pereira Rocha,52 (cinquenta e dois) anos, foi brutalmente assassinado por jagunços, no dia 29 de abril de 2022, com oito tiros à queima-roupa na cabeça. Em um dos últimos vídeos feitos por ele em vida, Seu Edivaldo afirmou que sua comunidade não negociaria com o fazendeiro interessado na remoção da Comunidade.</p>
<p>Da análise dos dados, conclui-se que as pessoas assassinadas nos últimos 24 (vinte e quatro) meses são lideranças de movimentos dos trabalhadores rurais, quilombolas e indígenas que realizaram denúncias de grilagem de terras, de extração ilegal de madeira e que lutaram incansavelmente em defesa da Reforma Agrária, titulação quilombola e demarcação de terras indígenas.</p>
<p>Os assassinatos de lideranças se inserem no contexto de ataque generalizado promovido pelo governo Bolsonaro  contra Camponeses, Quilombolas e Indígenas, sobretudo com a destruição do INCRA e do enfraquecimento dos órgãos  de proteção indígena e fiscalização ambiental (FUNAI E O IBAMA), estimulo à atividade garimpeira, à mineração e ampliação das fronteiras agrícolas nas terras tradicionalmente ocupadas por comunidades (especialmente no contexto do  MATOPIBA). Tudo se agrava com a aprovação de medidas de concentração fundiária, privatização e estrangeirização das terras brasileiras e flexibilização da legislação ambiental.</p>
<p>Em plena pandemia da covid-19, foram registrados no Maranhão, despejos judiciais e extrajudiciais, incêndios de casas, de roças, de usina de arroz, 04 (quatro) tentativas de homicídios, sendo 03 (três) de crianças, adolescentes e uma extensa lista de pessoas marcadas para morrer, sobretudo lideranças que lutam por terra/território.</p>
<p>A omissão do Estado diante do aumento da violência no campo é latente. De acordo com levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no ano de 2021, o Maranhão foi o segundo estado da federação com maior número de assassinatos no campo.</p>
<p>O modelo de desenvolvimento vigente, que prioriza o agronegócio voltado à monocultura para exportação em detrimento da agricultura familiar e camponesa – real responsável pela alimentação da população brasileira – também contribui para o acirramento e manutenção dos conflitos no campo no Estado do Maranhão. Os órgãos licenciadores ambientais SEMA-MA e IBAMA concederam diversas licenças ambientais para promover a destruição do cerrado e da Amazônia sobre territórios tradicionais, acirrando situações de conflito. Tem sido comum o uso de aviões para lançar veneno sobre comunidades em conflito no Maranhão, mais um elemento da guerra promovida pelo agronegócio em face de camponeses, indígenas, quebradeiras de coco babaçu e quilombolas. Assim o governo federal e do estado do Maranhão tem contribuído por ação e omissão para a violência no campo.</p>
<p>É um modelo que reforça a concentração da terra, o trabalho escravo, a devastação das florestas, a poluição das águas, o envenenamento da mãe-terra e o ataque aos direitos de trabalhadores e trabalhadoras rurais e de comunidades tradicionais, sobretudo o direito à terra e aos territórios.</p>
<p>Assim, manifestamos, nesse momento de dor, nossa solidariedade aos familiares, aos companheiros e às companheiras de Edvaldo Pereira Rocha e à todas as vítimas da violência no campo no Estado do Maranhão e reafirmamos nosso compromisso com a luta em defesa do bem viver, dos direitos humanos e da democracia.</p>
<p>Por tudo isso exigimos:</p>
<p>1. A imediata titulação do território quilombola Jacarezinho por parte do INCRA e ITERMA;</p>
<p>2. Que o INCRA e o Instituto de Terras do Maranhão (ITERMA) priorizem as áreas com maior grau de violência e conflitos para fins de desapropriação, titulação quilombola e regularização fundiária;</p>
<p>3. Que a FUNAI proceda à demarcação das terras indígenas no Maranhão;</p>
<p>4. Que a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão e a Polícia Federal priorizem as investigações do assassinato de Edvaldo Pereira Rocha, assim como dos demais inquéritos não concluídos que envolvam assassinatos e tentativas de homicídio de camponeses, indígenas, quebradeiras de coco babaçu e quilombolas, garantindo inclusive a transparência dos processos investigatórios para as entidades que acompanham os casos;</p>
<p>5.Que o Poder Judiciário estadual e federal processe e julgue, em tempo célere, os processos que envolvam assassinatos no campo e disputas pela posse/propriedade da terra no Estado do Maranhão;</p>
<p>6.Que o Estado do Maranhão adote legislação que proíba a pulverização aérea de agrotóxicos e</p>
<p>7. Que o Governador do Estado do Maranhão homologue o acordo judicial oriundo da Ação Civil Pública movida pela SMDH, FETAEMA e DPE-Ma (PROCESSO: 0856157-69.2021.8.10.0001), que condiciona a expedição de licenças ambientais à Consulta Livre, prévia e informada dos povos e comunidades tradicionais, conforme estabelece a Convenção 169 da OIT.</p>
<p>São Luís (MA), 02 de maio de 2022.</p>
<p><strong>Assinam a nota</strong></p>
<ul>
<li>Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH</li>
<li>Conselho Indigenista Missionário – CIMI</li>
<li>Comissão Pastoral da Terra – CPT</li>
<li>Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Pe.Marcos Passerini – CDMP</li>
<li>Cáritas Brasileira Regional Maranhão</li>
<li>Conselho Pastoral dos Pescadores – Regional Maranhão</li>
<li>Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH</li>
<li>Diocese de Brejo</li>
</ul>
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