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	<title>#Aquilombar2022 &#8211; Comitê DDH</title>
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	<description>Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos</description>
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		<title>Ato Aquilombar vai a Brasília para lutar pelos direitos quilombolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 19:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[#Aquilombar2022]]></category>
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					<description><![CDATA[Evento organizado pela Conaq, contou com o apoio do Comitê e promoveu debates, plenária geral e ato político em frente ao Congresso Nacional A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) promoveu o Ato Aquilombar, em 10 de agosto, em Brasília, que levou mais de três mil quilombolas de 23 estados do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Evento organizado pela Conaq, contou com o apoio do Comitê e promoveu debates, plenária geral e ato político em frente ao Congresso Nacional</em></p>
<p>A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) promoveu o <em>Ato Aquilombar</em>, em 10 de agosto, em Brasília, que levou mais de três mil quilombolas de 23 estados do Brasil para a capital do país. O objetivo do ato era inserir os povos quilombolas no cenário político e mobilizar engajamento na luta contra os direitos.</p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8345" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar.jpg 2048w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-300x225.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-1024x768.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-768x576.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-1536x1152.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-320x240.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-480x360.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/CONAQ-ato-aquilombar-800x600.jpg 800w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a></p>
<p>Realizado no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), em Brasília, contou com mesas de debates e palestras, com líderes, pesquisadores e personalidades quilombolas e não quilombolas.  Esta é a segunda vez que quilombolas viajam para Brasília para promover um &#8220;Aquilombamento&#8221; em busca de reconhecimento e direitos.</p>
<p>No total, participaram quilombolas de 22 estados e do Distrito Federal. “O Ato Aquilombar vem primeiro denunciar o desmonte das políticas públicas feitas pelo Governo às comunidades quilombolas. O segundo objetivo é demonstrar força, mostrar que nosso povo existe, que estamos vivos e não vão nos matar”, afirma Jhonny Martins de Jesus, diretor administrativo da Conaq.</p>
<p>Nos cálculos da Conaq, 1.748 pedidos de comunidades quilombolas pela regularização aguardam análise no Incra. Além disso, 55 processos aguardam conclusão de titulação. Essa ausência de regularização dificulta o acesso das comunidades a políticas públicas e a linhas de crédito para adquirir equipamentos agrícolas.</p>
<p>O primeiro &#8220;Aquilombar&#8221; aconteceu aconteceu em 1995, por ocasião do centenário da morte de Zumbi dos Palmares e culminou na fundação da CONAQ, seis meses depois.</p>
<h3 dir="auto">Audiência Pública</h3>
<div class="l7ghb35v kjdc1dyq kmwttqpk gh25dzvf jikcssrz n3t5jt4f">
<p dir="auto">Pela manhã do dia 10 de agosto, em audiência pública no Conselho Nacional de Direitos Humanos do Senado Federal, lideranças denunciaram a omissão do governo federal em impedir invasões de terras quilombolas, o sucateamento de instrumentos como INCRA &#8211; responsável pela titulação de terras quilombolas &#8211; e os ataques que, ameaçam não apenas a existência quilombola enquanto comunidade, mas também o corpo, a vida das/os quilombolas.</p>
<p dir="auto"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8349" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n.jpg" alt="" width="2016" height="1134" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n.jpg 2016w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-300x169.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-1024x576.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-768x432.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-1536x864.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-320x180.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-480x270.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/298663389_1754200618258270_5637720932555429975_n-800x450.jpg 800w" sizes="(max-width: 2016px) 100vw, 2016px" /></a></p>
</div>
<div dir="auto">Katia Penha, coordenadora nacional da CONAQ, ressaltou que além da omissão do governo, defensoras e defensores de direitos humanos quilombolas enfrentam risco de morte com o enfraquecimento do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH).</div>
<div class="l7ghb35v kjdc1dyq kmwttqpk gh25dzvf jikcssrz n3t5jt4f">
<p dir="auto">Célia da Silva Pinto, outra liderança quilombola, também afirmou que &#8220;o programa de proteção de defensores de direitos humanos&#8221; não protegem quilombolas. Para ela, o PPDDH, ao retirar os ddhs quilombolas ameaçados do território como única medida protetiva, &#8220;fragiliza a comunidade quilombola, os ddhs e suas famílias, ameaçando a cultura de existência quilombola&#8221;.</p>
</div>
<h3 dir="auto">Caminhada Esplanada dos Ministérios</h3>
<div class="l7ghb35v kjdc1dyq kmwttqpk gh25dzvf jikcssrz n3t5jt4f">
<div dir="auto">
<p>Após a audiência pública e as rodas de conversa, mais de 3 mil quilombolas caminharam quase 3 km rumo a Esplanada dos Ministérios em protesto contra a falta de titulação das terras quilombolas. Representantes quilombolas de cada estado subiam no carro de som para bradar em nome de seu território cantos que narravam a cultura quilombola.</p>
</div>
<div dir="auto">
<figure id="attachment_8343" aria-describedby="caption-attachment-8343" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-8343 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar-300x169.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar-768x432.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar-320x180.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar-480x270.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2022/08/aquilombar-800x450.jpg 800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-8343" class="wp-caption-text">Ato até a Esplanada dos Ministérios leva mais de 3 mil quilombolas a caminharem 3km para protestar por direitos</figcaption></figure>
<p>O gramado em frente ao Congresso foi tomado pelos participantes, que protestavam suas reivindicações com microfones e tambores. “A partir de agora, o enfrentamento das comunidades quilombolas será ainda maior. Aqui recarregamos as nossas baterias, principalmente para os momentos das eleições, um ano que vai precisar muito das nossas forças e da nossa ancestralidade. Lutar pelos nossos direitos só é possível quando nos fortalecemos e agora estamos ainda mais fortes e unificados”, finalizou Jhonny Martins de Jesus.</p>
</div>
</div>
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