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	<title>Comitê DDH &#8211; Comitê DDH</title>
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	<description>Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos</description>
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		<title>Nota de Solidariedade à deputada estadual Renata Souza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:57:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; Em defesa da democracia, contra o racismo e a violência política, Comitê manifesta apoio irrestrito à parlamentar diante de graves ameaças e perseguição institucional &#160; Brasília &#8211; O Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (CBDDH) vem a público manifestar sua solidariedade à deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), jornalista, doutora em Comunicação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x.png"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-11911" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x.png" alt="" width="333" height="115" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x.png 2084w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-300x103.png 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-1024x353.png 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-768x265.png 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-1536x529.png 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-2048x706.png 2048w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-320x110.png 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-480x165.png 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ativo-5@2x-800x276.png 800w" sizes="(max-width: 333px) 100vw, 333px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em>Em defesa da democracia, contra o racismo e a violência política, Comitê manifesta apoio irrestrito à parlamentar diante de graves ameaças e perseguição institucional</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brasília &#8211; O <strong>Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (CBDDH)</strong> vem a público manifestar sua solidariedade à deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), jornalista, doutora em Comunicação e Cultura (UFRJ), e uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos no estado do Rio de Janeiro. Repudiamos veementemente a escalada de violência política de gênero, os ataques racistas, as ameaças de morte e as manobras institucionais na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que tentam silenciar sua atuação parlamentar.</p>
<figure id="attachment_11903" aria-describedby="caption-attachment-11903" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11903 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118.webp" alt="" width="1170" height="700" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118.webp 1170w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-300x179.webp 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-1024x613.webp 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-768x459.webp 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-320x191.webp 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-480x287.webp 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-800x479.webp 800w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/dsc9118-770x460.webp 770w" sizes="(max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11903" class="wp-caption-text"><em>Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</em></figcaption></figure>
<blockquote><p>A democracia não se resume ao ato de votar; ela se consolida no respeito ao pluralismo político, às regras do jogo institucional e à garantia de que minorias e oposições possam exercer seus mandatos sem o temor da coerção ou do aniquilamento.</p></blockquote>
<p>A proteção aos defensores e defensoras de direitos humanos é um termômetro da saúde democrática de uma nação. Quando o Estado falha em proteger uma parlamentar negra, eleita democraticamente, ou quando as próprias instituições legislativas chancelam manobras para retirar a oposição de espaços legítimos de poder — como as comissões permanentes —, a própria estrutura democrática é colocada em xeque.</p>
<p><strong>Estatística Alarmante</strong></p>
<p>O que acontece com Renata Souza não é um fato isolado, mas o reflexo de uma engrenagem violenta que busca afastar mulheres negras e defensoras de direitos humanos dos espaços institucionais. Dados do <a href="https://www.global.org.br/wp/wp-content/uploads/2024/05/RELATORIO-VIOLENCIA-POLITICA-E-ELEITORAL-2-ED.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>Relatório de Violência Política e Eleitoral no Brasil</em></a> (elaborado pelas organizações Justiça Global e Terra de Direitos, organizações membros do CBDDH) revelam a gravidade desse cenário no país:</p>
<p><strong>* Escalada da Violência:</strong> O monitoramento nacional registrou um salto alarmante de mais de 400% em 542 casos analisados de violência política em relação aos ciclos anteriores, mapeando centenas de violações que demonstram uma política de hostilidade permanente.</p>
<p><strong>* Letalidade e terror histórico:</strong> Os atos que atacam diretamente a vida, como assassinatos e atentados, representam 40% de todos os casos registrados. A série histórica aponta mais de uma centena de defensoras/es e lideranças mortas em decorrência de sua atuação política.</p>
<p><strong>* Ameaças e ofensas como armas:</strong> As ameaças explícitas respondem por 30% das ocorrências, seguidas pelas ofensas morais e institucionais (19%), desenhando o exato cenário de terror psicológico que a deputada enfrenta.</p>
<p><strong>* Recorte de raça e gênero:</strong> O relatório enfatiza que o machismo, o racismo e a misoginia estão entre os principais vetores de agressão. A violência política atua de forma interseccional, elegendo mulheres negras, periféricas e defensoras de direitos humanos como os alvos preferenciais, utilizando o espaço virtual e o próprio plenário legislativo para tentar paralisar e interromper seus mandatos</p>
<p><strong>Tentativas de Silenciamento</strong></p>
<p>Ao longo de seus mandatos (eleita em 2018 e reeleita em 2022), a deputada estadual Renata Souza já comunicou formalmente às autoridades policiais e à Justiça diversos episódios de violência política de gênero, racismo e perseguição institucional.</p>
<p>O cenário político em 2026 tem se mostrado extremamente severo e perigoso para o exercício político de Renata Souza. Em um cenário de forte polarização e violência, a parlamentar tornou-se alvo central de uma engrenagem que busca intimidá-la.</p>
<p>O episódio registrado em janeiro de 2026 marcou a terceira vez que a parlamentar precisou acionar a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência por ameaças explícitas contra a sua vida. O histórico dessas denúncias mais graves aponta:</p>
<p><strong>* 1º Registro (2020):</strong> Ameaças sofridas durante seu primeiro mandato.</p>
<p><strong>* 2º Registro (2024):</strong> Alvo de e-mails anônimos com graves ofensas racistas (sendo chamada de &#8220;macaca vagabunda&#8221;) e promessas de atentado físico.</p>
<p><strong>* 3º Registro (2026):</strong> Novas ameaças de morte eletrônicas de cunho misógino e racista recebidas no início do ano legislativo.</p>
<blockquote><p>Para além das ameaças de morte virtuais, a deputada enfrenta ataques recorrentes dentro do próprio parlamento fluminense. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aceitou denúncias da deputada e reconheceu formalmente indícios de violência política praticada contra ela por outros parlamentares no plenário da Alerj.</p></blockquote>
<figure id="attachment_11904" aria-describedby="caption-attachment-11904" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212.webp"><img decoding="async" class="wp-image-11904 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212.webp" alt="" width="770" height="513" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212.webp 770w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-300x200.webp 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-768x512.webp 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-320x213.webp 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-480x320.webp 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-360x240.webp 360w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-270x180.webp 270w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-555x371.webp 555w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/ffraz_abr_1010186212-120x80.webp 120w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11904" class="wp-caption-text">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Em junho de 2026, ela precisou protocolar novas representações institucionais e acionar instâncias internacionais (como a Relatoria da ONU) devido à reiteração de ataques de gênero sofridos no cotidiano da Assembleia e à atual retirada da presidência da da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.</p>
<p>A própria parlamentar ressalta em suas notas públicas que essa recorrência — que se repete há anos — evidencia uma engrenagem contínua e sistemática de racismo e machismo político estrutural, desenhada para desgastar psicologicamente e tentar interromper mandatos de mulheres negras e periféricas oriundas.</p>
<blockquote><p><strong>Diante desse cenário de risco, o CBDDH, rede composta por 47 organizações e movimentos sociais, reitera que sua solidariedade à Renata Souza e insta as autoridades a garantir a integridade física e o livre exercício do mandato da deputada.</strong></p></blockquote>
<p>Pela vida das defensoras de direitos humanos, pelo respeito ao voto popular e em defesa da democracia!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rio de Janeiro, junho de 2026.</strong><br />
<strong>Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (CBDDH)</strong></p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11909" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK.png" alt="" width="820" height="312" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK.png 820w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK-300x114.png 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK-768x292.png 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK-320x122.png 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK-480x183.png 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/06/CAPA_FACEBOOK-800x304.png 800w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nota Pública: Ameaça de despejo em terras indígenas exige resposta urgente das instituições</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/nota-de-posicionamento-ameaca-de-despejo-em-terras-indigenas-exige-resposta-urgente-das-instituicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:25:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasília &#8211; O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), articulação composta por 47 movimentos e organizações da sociedade civil, manifesta seu repúdio à decisão da Justiça Federal que determinou o prazo de 60 dias para a desocupação voluntária da comunidade Pataxó da Terra Indígena (TI) Aldeia Velha, em Porto Seguro, no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-23-131154.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10045" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-23-131154.png" alt="" width="398" height="163" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-23-131154.png 398w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-23-131154-300x123.png 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-23-131154-320x131.png 320w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /></a></p>
<p>Brasília &#8211; <strong>O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH)</strong>, articulação composta por 47 movimentos e organizações da sociedade civil, manifesta seu repúdio à decisão da Justiça Federal que determinou o prazo de 60 dias para a desocupação voluntária da comunidade Pataxó da Terra Indígena (TI) Aldeia Velha, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. A medida, que autoriza inclusive o uso de força policial, representa uma grave ameaça a um território tradicional já formalmente reconhecido e homologado pelo Estado brasileiro.</p>
<p>A ameaça de despejo atinge diretamente cerca de duas mil pessoas (600 famílias), desestruturando escolas, atividades produtivas e redes de subsistência construídas ao longo de décadas de resistência. Diante de interesses econômicos privados e da especulação imobiliária, coloca-se em risco o direito à existência, à permanência e à autodeterminação de um povo originário.</p>
<p>O CBDDH, por meio de sua articulação com o Conselho Missionário Indigenista (Cimi) e de sua assessoria jurídica, acompanha o caso em diálogo permanente com a comunidade. As informações reunidas apontam para um cenário de profunda insegurança jurídica e grave contradição institucional.</p>
<p>A área em disputa não é objeto de um simples litígio patrimonial: trata-se de um território que já passou por todos os procedimentos de identificação, reconhecimento e homologação. No entanto, em novembro de 2025, uma decisão monocrática do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parcialmente os efeitos da homologação da TI Aldeia Velha por meio de mandado de segurança. Essa decisão abriu brechas para interpretações que agora são usadas para justificar o despejo da comunidade.</p>
<figure id="attachment_9853" aria-describedby="caption-attachment-9853" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9853 size-large" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-933x1024.jpg" alt="" width="660" height="724" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-933x1024.jpg 933w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-273x300.jpg 273w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-768x843.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-320x351.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-480x527.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495-800x878.jpg 800w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_9053-rotated-e1781547142495.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a><figcaption id="caption-attachment-9853" class="wp-caption-text"><em>Marcha das Mulheres Indígenas em agosto de 2025, em Brasília. Crédito: Tatiana Lima |CBDDH</em></figcaption></figure>
<blockquote><p>Para o Comitê, causa profunda perplexidade que instâncias locais do Judiciário adotem medidas drásticas justamente no momento em que a Suprema Corte se debruça sobre a matéria. A audiência de execução da desocupação foi marcada para<strong> o dia 19 de junho</strong> — exatamente a mesma data de início do julgamento, pelo STF, dos embargos de declaração que discutem o regime indenizatório de terras indígenas (previsto para ocorrer entre 19 e 26 de junho).</p></blockquote>
<p>Promover a retirada de famílias de um território homologado antes que o STF conclua a apreciação de questões centrais do tema é um óbvio contrassenso. A execução dessa medida pode produzir danos humanos, sociais e culturais irreversíveis. Enquanto a mais alta Corte do país debate os limites de seu entendimento, decisões locais avançam sobre a vida concreta das comunidades.<br />
O CBDDH alerta que os efeitos dessa decisão ultrapassam os limites da TI Aldeia Velha.</p>
<p>Ao relativizar a proteção de áreas já homologadas, o Judiciário:<br />
* <strong>Amplia a pressão de interesses econômicos</strong> sobre terras tradicionalmente ocupadas;<br />
* <strong>Estimula a criminalização</strong> de lideranças indígenas;<br />
* <strong>Eleva o risco de conflitos</strong>, intimidações e violência armada no campo;<br />
* <strong>Sinaliza uma preocupante instabilidade jurídica</strong>, transmitindo a mensagem de que nenhum território homologado está seguro.</p>
<p>O caso reacende, ainda, as preocupações sobre o avanço de teses alinhadas à lógica do &#8220;marco temporal&#8221;, amplamente rejeitada e incompatível com o caráter originário dos direitos territoriais reconhecidos pela Constituição de 1988. O que está em jogo em Aldeia Velha é a própria credibilidade das instituições encarregadas de garantir o cumprimento da Constituição Federal.</p>
<blockquote><p>Diante disso, o Comitê reivindica a todos os órgãos públicos envolvidos, que adotem as necessárias medidas de cautela, não executem a ação de despejo e trabalhem para a efetiva garantia dos direitos da comunidade de Aldeia Velha.</p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9837 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg 1920w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-300x200.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-1024x683.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-768x512.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-1536x1024.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-320x213.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-480x320.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-800x533.jpg 800w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-360x240.jpg 360w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-270x180.jpg 270w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-555x371.jpg 555w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-120x80.jpg 120w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><em style="font-size: 14px;">Macha das Mulheres Índigenas, agosto de 2025, em Brasília. Crédito: Tatiana Lima | CBDDH</em></p></blockquote>
<p>As organizações da sociedade civil acompanharão atentamente os desdobramentos do caso e o julgamento no STF. Espera-se das instituições públicas um compromisso inequívoco com a dignidade humana. Nenhuma decisão judicial pode ignorar o impacto humanitário de um despejo coletivo, tampouco transformar povos indígenas em vítimas de uma disputa jurídica ainda em aberto.</p>
<p>A defesa da TI Aldeia Velha é a defesa da Constituição Federal e do direito dos povos originários de existirem em paz em seus territórios tradicionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH)</strong><br />
12 de junho de 2026</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comitê lança vídeo de incidência sobre eixos de proteção do PlanoDDH</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/comite-lanca-video-de-incidencia-sobre-eixos-de-protecao-do-planoddh/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Defender direitos humanos no Brasil continua sendo uma atividade de alto risco, marcada por ameaças, criminalização e assassinatos nos mais diversos territórios. Para responder a essa grave realidade, a sociedade civil e os movimentos sociais lançam uma peça audiovisual de incidência política focada no Plano Nacional de Proteção às Defensoras e Defensores de Direitos Humanos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Defender direitos humanos no Brasil continua sendo uma atividade de alto risco, marcada por ameaças, criminalização e assassinatos nos mais diversos territórios. Para responder a essa grave realidade, a sociedade civil e os movimentos sociais lançam uma peça audiovisual de incidência política focada no Plano Nacional de Proteção às Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (PlanoDDH).</p>
<p>O Plano não surgiu ao acaso: ele é fruto de uma histórica e complexa articulação jurídica e social. Como destaca Maria Tranjan (Artigo 19) no vídeo, a elaboração da proposta atende tanto a uma condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) quanto a uma sentença na esfera internacional, que obrigaram o Estado brasileiro a desenhar uma estratégia capaz de organizar objetivos, metas e responsáveis pela salvaguarda das lideranças ameaçadas.</p>
<p>A iniciativa visa estruturar um sistema nacional de proteção robusto, monitorado de perto por um comitê específico.</p>
<iframe loading="lazy" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/pYl-tyIhpbw?si=0OVN-UwceJL09Wc9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
<h3><strong><br />
Os três eixos da proteção coletiva</strong></h3>
<p>A estrutura do PlanoDDH, detalhada ao longo da produção, divide-se em três pilares fundamentais. O primeiro deles é a Proteção Estatal. Sandra Carvalho (Justiça Global) e Paulo Carbonari (Movimento Nacional de Direitos Humanos) reforçam no audiovisual que a responsabilidade institucional, burocrática e de planejamento é, por lei, do Estado.</p>
<blockquote><p>Cabe ao poder público gerir os programas, investigar com rigor os crimes cometidos contra ativistas e articular os órgãos de segurança e justiça.</p></blockquote>
<p>A grande inovação histórica dessa política pública, contudo, reside no segundo pilar: a Proteção Popular. Pela primeira vez, uma diretriz nacional reconhece e legitima as redes de solidariedade e as estratégias coletivas criadas autonomamente pelas comunidades dentro de seus próprios territórios.</p>
<p>Carbonari ressalta que &#8220;uma política pública de proteção não pode ser só uma ação do Estado para a sociedade&#8221;, evidenciando que as abordagens estatal, individual e popular são complementares e indissociáveis.</p>
<p>O enfrentamento à violência sistemática constitui o terceiro eixo, focado no Acesso a Direitos e Combate à Impunidade. O depoimento contundente de Eduardo Guimarães (ABGLT) joga luz sobre o maior gargalo do setor no país: a falta de responsabilização criminal.</p>
<p>O ciclo de violência contra defensores se retroalimenta justamente pela incapacidade crônica do sistema de justiça em punir os mandantes e executores das violações nos territórios.</p>
<p>A mensagem final do vídeo deixa claro que o processo de incidência política e de monitoramento deve ser contínuo. A mobilização permanente da sociedade civil é apontada como a única garantia de que as diretrizes do PlanoDDH sairão do papel.</p>
<blockquote><p>Reafirmando o lema de que &#8220;defender direitos é um direito&#8221;, a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pYl-tyIhpbw&amp;t=34s" target="_blank" rel="noopener">peça consolida-se como um manifesto</a> indispensável para a salvaguarda da própria democracia e da justiça social no Brasil contemporâneo.</p></blockquote>
<p><span id="more-11855"></span></p>
<p><em>Texto e roteiro: Tatiana Lima | Comunicação CBDDH<br />
</em><em>Edição do vídeo: Agência Metáfora ( IG: @metaforabr)</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Teste Interação spotify e Instagram</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/uncategorized/teste-interacao-spotify-e-instagram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:31:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[balblablalbalalbla blab bla bla bla bla kfajiagniikagnanlnanakbadlbavjnavljafjlpppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>balblablalbalalbla blab bla bla bla bla</p>
<iframe data-testid="embed-iframe" style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/5tZS6wR8bXv4ctdJ1cFzMr?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy"></iframe>
<p>kfajiagniikagnanlnanakbadlbavjnavljafjlpppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp</p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWEME1UgApZ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DWEME1UgApZ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DWEME1UgApZ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">Um post compartilhado por Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (@comiteddh)</a></p></div></blockquote>
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<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Giro pela Rede #2: uma curadoria sobre a rede</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/giro-pela-rede-2-uma-curadoria-sobre-a-rede/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 14:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Produzido pela equipe de Comunicação do CBDDH, o Giro pela Rede funciona como uma vitrine de conteúdos que funcionam como ferramentas de proteção para defensores de direitos humanos. Nosso objetivo é mapear denúncias e estudos da sociedade civil que ajudem a decifrar o cenário atual de violações, qualificando a incidência política e inspirando novas formas de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Produzido pela equipe de Comunicação do CBDDH, o Giro pela Rede funciona como uma vitrine de conteúdos que funcionam como ferramentas de proteção para defensores de direitos humanos. Nosso objetivo é mapear denúncias e estudos da sociedade civil que ajudem a decifrar o cenário atual de violações, qualificando a incidência política e inspirando novas formas de resistência e ativismo comunitário.</p>
<p><strong>Memória, território e direitos Humanos</strong></p>
<p>A Terra de Direitos e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançaram a cartilha <a href="https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/Cartilha-Antonio-Tavares-%283%29.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Justiça por Antonio Tavares: o direito de lutar pela terra e por reforma agrária”</a>. O material resgata a história do assassinato do camponês Antonio Tavares durante o “Massacre da BR-277”, em 2000, quando uma ação da Polícia Militar do Paraná deixou mais de 200 trabalhadores rurais feridos. A publicação apresenta a longa trajetória de luta por justiça, que culminou na condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.</p>
<p>Na mesma linha de denúncia, a organização Justiça nos Trilhos, em parceria com as próprias comunidades, mapeou as violações cometidas na região do Corredor Carajás pela cadeia da mineração, siderurgia e monocultivos. O <a href="https://justicanostrilhos.org/mapa-das-comunidades/" target="_blank" rel="noopener">mapa</a> revela que mais de 100 comunidades — muitas delas seculares, incluindo povos indígenas e quilombolas — são impactadas direta e indiretamente pelo agronegócio e pela mineração nos estados do Maranhão e do Pará.⁣</p>
<p><strong>Campanhas e solidariedade</strong></p>
<p>Para fortalecer quem está na linha de frente, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), com o apoio da União Europeia, lançaram a campanha nacional<a href="http://youtube.com/live/lW0nRuIPxiI?si=g7qlB_QpsDTZv7WM" target="_blank" rel="noopener"> “Defensoras e Defensores Vivos: Defender Direitos Humanos é Defender a Vida!”</a>. A mobilização busca ampliar a valorização pública dessas lideranças e combater a estigmatização, a criminalização e a desinformação que ameaçam os territórios e a nossa democracia.</p>
<p>Por falar em fortalecimento, a Associação Fórum Grita Baixada (FGB) precisa de apoio para conquistar sua nova sede. Por isso, a organização lançou uma <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-o-grita-baixada-a-chegar-a-mais-familias-na-baixada-fluminense" target="_blank" rel="noopener">campanha de financiamento coletivo</a> para arrecadar R$ 7 mil, valor que será usado no aluguel do espaço e na compra de móveis e equipamentos. A ideia é que o novo local ofereça a privacidade necessária para acolher famílias de vítimas da violência de Estado. Que tal dar uma força?</p>
<p><strong>Políticas públicas e gênero</strong></p>
<p>O protagonismo das populações afetadas também é o tema central da publicação “<a href="https://mab.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Nos-atingidos-e-atingidas.pdf" target="_blank" rel="noopener">Nós, atingidos e atingidas”</a>, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). O documento traz diagnósticos preliminares para a criação de políticas públicas reparatórias, defendendo uma perspectiva que coloque os sujeitos no centro das decisões, respeitando suas múltiplas identidades e diversidades regionais.</p>
<p>No campo dos direitos de gênero, o Cfemea publicou uma análise profunda sobre o livro “<a href="https://www.cfemea.org.br/cfemea-hi/11463-o-que-o-congresso-pensa-sobre-as-mulheres.html" target="_blank" rel="noopener">O que o Congresso pensa sobre as mulheres?</a>”, da pesquisadora Marina Ganzarolli. O artigo mostra como as disputas sobre gênero, sexualidade e reprodução se tornaram centrais na atuação de setores conservadores e de extrema-direita nas últimas décadas, apontando que a maioria das propostas legislativas ainda é atravessada por visões moralistas e de controle sobre os corpos femininos. Uma leitura indispensável!</p>
<p>Ainda sobre direitos e saúde, a organização Criola lançou a campanha “<a href="https://criola.org.br/nao-atrapalhe-nosso-fluxo-criola-lanca-campanha-para-denunciar-omissao-do-estado-em-garantir-dignidade-menstrual/?doing_wp_cron=1780064159.7695729732513427734375" target="_blank" rel="noopener">Não atrapalhe nosso fluxo</a>”. O objetivo é denunciar as falhas na implementação do Programa de Dignidade Menstrual e cobrar do Estado maior transparência e eficácia nas políticas públicas. A mobilização joga luz sobre os impactos da pobreza menstrual, que afeta gravemente meninas e mulheres negras e periféricas.</p>
<p><strong>Ferramentas de formação e conscientização em outras redes</strong></p>
<p>Para quem busca aprender de forma lúdica, a Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a Câmara Municipal de Goiânia, criou um <a href="https://ufg.br/p/empoderadasprintanplay" target="_blank" rel="noopener">jogo de tabuleiro</a> no estilo &#8220;detetive&#8221;. Nele, os jogadores ajudam heroínas a impedir crimes de violência de gênero. Toda a dinâmica do jogo <a href="https://empoderadas.ufg.br/?utm_medium=email&amp;utm_campaign=newsletter_abril_2026&amp;utm_source=RD+Station" target="_blank" rel="noopener">Empoderadas</a> é baseada na Lei Maria da Penha, funcionando como uma ferramenta pedagógica excelente para identificar a violência e o racismo.</p>
<p>Por fim, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), junto com a Fundação Rosa Luxemburgo, preparou um curso completo de <a href="https://nucleopiratininga.org.br/cursos/" target="_blank" rel="noopener">Mídias Sociais e Inteligência Artificial</a>. Não é um conteúdo superficial: são dois módulos densos (com quatro aulas e uma apostila cada). É a formação ideal para ativistas, militantes e comunicadores populares que querem disputar narrativas e enfrentar a desinformação, os monopólios digitais e o tecnofeudalismo. É gratuito!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>CBDDH traça estratégias para fortalecer proteção para defensoras/es</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/cbddh-traca-estrategias-para-fortalecer-protecao-para-defensoras-es/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 18:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Grupo Animador define prioridades da incidência política do Comitê para 2026 Nos dias 11 e 12 de maio, o Grupo Animador (GA) do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) realizou um encontro de planejamento estratégico em Brasília. A imersão teve como objetivo dar continuidade aos encaminhamentos inclusos na carta política construídos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Grupo Animador define prioridades da incidência política do Comitê para 2026</em></p>
<p>Nos dias 11 e 12 de maio, o Grupo Animador (GA) do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) realizou um encontro de planejamento estratégico em Brasília. A imersão teve como objetivo dar continuidade aos encaminhamentos inclusos na carta política construídos pela rede — composta por 47 organizações e movimentos sociais — durante o 8º Encontro Nacional do Comitê, ocorrido em março.</p>
<p>A atividade reuniu as sete organizações que integram o GA: CFEMEA, Terra de Direitos, CIMI, Justiça Global, Artigo 19, MST e ABGLT. Juntas, elas revisaram as ações recentes e definiram as prioridades coletivas para enfrentar o agravamento da violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no país, reafirmando o compromisso com a proteção popular, a defesa da democracia e o fortalecimento dos territórios.</p>
<p>Um dos eixos debatidos foi o monitoramento e a implementação do Plano Nacional de Proteção (PlanoDDH), nos desafios do contexto eleitoral de 2026 e no combate à violência política de gênero, raça e LGBTfobia. Além disso, as organizações debateram a articulação com organismos nacionais e internacionais, estratégias de proteção territorial e a sustentabilidade financeira do Comitê.</p>
<p>O encontro também serviu para aprimorar a estrutura interna do CBDDH. Foram propostas melhorias na comunicação, formação política, produção de dados, incidência institucional e, fundamentalmente, nos mecanismos de cuidado coletivo para quem atua na linha de frente dos territórios.</p>
<p>Diante da escalada de violências políticas, territoriais, racistas e antiambientais, espaços de alinhamento como este tornam-se vitais. Ao final, o planejamento consolidou a urgência de respostas transversais — pautadas por perspectivas feministas, antirracistas e populares — construídas a partir da articulação sólida entre movimentos sociais, sociedade civil organizada e redes internacionais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nota de solidariedade em defesa de Sheila Brasileiro e dos direitos indígenas</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/nota-de-solidariedade-em-defesa-de-sheila-brasileiro-e-dos-direitos-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 20:29:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasília — O Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos (CBDDH), articulação nacional composta por 47 organizações e movimentos sociais, manifesta sua solidariedade à antropóloga Sheila Brasileiro diante dos acontecimentos ocorridos em 14 de maio de 2026, quando a pesquisadora foi alvo de medida de busca e apreensão relacionada ao exercício de sua atuação profissional. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11628" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x.png" alt="" width="328" height="113" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x.png 2084w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-300x103.png 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-1024x353.png 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-768x265.png 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-1536x529.png 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-2048x706.png 2048w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-320x110.png 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-480x165.png 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Ativo-5@2x-800x276.png 800w" sizes="auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px" /></a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brasília — O Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos (CBDDH), articulação nacional composta por 47 organizações e movimentos sociais, manifesta sua solidariedade à antropóloga Sheila Brasileiro diante dos acontecimentos ocorridos em 14 de maio de 2026, quando a pesquisadora foi alvo de medida de busca e apreensão relacionada ao exercício de sua atuação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um contexto marcado pelo agravamento dos conflitos fundiários, pela violência contra povos indígenas e pela ampliação de práticas de intimidação contra defensoras e defensores de direitos humanos, preocupa profundamente a criminalização de lideranças indígenas, pesquisadores, profissionais da antropologia, indigenistas e demais pessoas comprometidas com a garantia dos direitos constitucionais dos povos originários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho antropológico possui papel fundamental na mediação intercultural entre o Estado brasileiro e os povos indígenas, contribuindo diretamente para os processos de reconhecimento territorial, proteção das identidades coletivas, valorização das culturas tradicionais e promoção dos direitos humanos. A atuação técnica e científica de antropólogos e antropólogas é indispensável para assegurar políticas públicas, mecanismos de justiça e instrumentos de reparação histórica voltados às comunidades indígenas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As chamadas retomadas territoriais precisam ser compreendidas a partir do histórico de violência, expulsão e omissão do Estado brasileiro em relação aos povos indígenas. Trata-se de processos de reafirmação étnica e territorial que não podem ser tratados sob a lógica da criminalização, mas sim à luz dos princípios constitucionais, do diálogo intercultural e da proteção dos direitos coletivos dos povos originários”, destaca a Associação Brasileira de Antropologia (ABA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CBDDH manifesta preocupação diante da escalada de ataques contra profissionais que atuam na defesa dos direitos indígenas e recorda que episódios semelhantes já foram denunciados em diferentes momentos da vida democrática brasileira. Como destacou nota da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), ao rememorar os ataques promovidos durante a chamada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai 2, “o objetivo é desqualificar as condutas dos que participam de processos de identificação de comunidades indígenas e quilombolas e de suas terras de ocupação tradicional, querendo equiparar tal luta à prática de crimes, e os que a lutam, a criminosos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Comitê alerta a sociedade brasileira para o avanço de práticas de intimidação, perseguição e criminalização contra aqueles e aquelas que atuam na defesa dos povos indígenas e dos direitos humanos no país. Reafirmamos nosso compromisso com os povos originários, com a demarcação dos territórios indígenas e com toda a sociedade civil organizada que dedica seu trabalho à proteção da vida, da democracia e da justiça social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É urgente que o Estado brasileiro e as autoridades competentes interrompam a escalada de ataques dirigidos a profissionais, ativistas, pesquisadores, lideranças populares, militares comprometidos com a legalidade democrática e defensoras e defensores de direitos humanos, sob pena de aprofundar ainda mais o cenário de violência e ameaça às garantias constitucionais no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reiteramos nossa solidariedade à antropóloga Sheila Brasileiro e a todas as defensoras e defensores de direitos humanos que atuam junto aos povos indígenas. O fortalecimento da democracia exige a proteção da produção científica, da liberdade de atuação profissional e do direito dos povos originários à terra, à memória, à identidade e à autodeterminação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos (CBDDH)</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">21 de maio de 2026</span></p>
<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9837" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707.jpg 1920w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-300x200.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-1024x683.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-768x512.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-1536x1024.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-320x213.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-480x320.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-800x533.jpg 800w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-360x240.jpg 360w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-270x180.jpg 270w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-555x371.jpg 555w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2025/10/IMG_8707-120x80.jpg 120w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nota: Pela libertação de Beatriz Moreira e em defesa da Global Sumud Flotilla!</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/nota-de-posicionamento-pela-libertacao-da-militante-beatriz-moreira-e-em-defesa-da-missao-humanitaria-global-sumud-flotilla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 14:49:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CBDDH]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores de direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[GAZA]]></category>
		<category><![CDATA[Genocídio]]></category>
		<category><![CDATA[Global Sumud Flotilla]]></category>
		<category><![CDATA[MAB]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção de Defensores de direitos humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nota de posicionamento Pela libertação da militante Beatriz Moreira e em defesa da missão humanitária Global Sumud Flotilla Brasília &#8211; O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), articulação nacional que reúne 47 de organizações e movimentos sociais, vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à violenta e ilegal interceptação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Untitled-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11565" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Untitled-1.png" alt="" width="174" height="60" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota de posicionamento</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Pela libertação da militante Beatriz Moreira e em defesa da missão humanitária Global Sumud Flotilla</strong></p>
<p>Brasília &#8211; O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), articulação nacional que reúne 47 de organizações e movimentos sociais, vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à violenta e ilegal interceptação da Global Sumud Flotilla por forças navais e militares do governo de Israel. O ataque ocorreu na manhã do dia 18 de maio de 2026, em águas internacionais, a cerca de 250 milhas náuticas da Faixa de Gaza, ferindo gravemente o direito internacional e a Convenção das Nações Unidas, da livre circulação em águas internacionais e dos princípios humanitários mais elementares.</p>
<p>Denunciamos com extrema urgência e gravidade o subsequente sequestro e o completo desaparecimento da defensora de direitos humanos e militante paraense Beatriz Moreira de Oliveira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimiento de Afectados por Represas (MAR). Beatriz encontrava-se a bordo de uma das 38 embarcações civis cercadas e ilegalmente invadidas pelas forças militares israelitas enquanto desempenhava uma missão estritamente humanitária, pacífica e de solidariedade internacional, que visava entregar ajuda médica e alimentar vital à população civil da Faixa de Gaza.</p>
<p>Até o presente momento, passadas mais de 30 horas desde a abordagem armada em águas internacionais, as autoridades de Israel mantêm a militante brasileira e os demais 319 ativistas de dezenas de nacionalidades em regime de incomunicabilidade absoluta. Não há qualquer informação oficial sobre o paradeiro de Beatriz, o local para onde os tripulantes foram conduzidos, o seu estado de saúde ou as condições de salvaguarda da sua integridade física. Tal conduta configura desaparecimento forçado, detenção arbitrária e uma extensão inadmissível da política de perseguição e violência contra missões humanitárias internacionais.</p>
<p>A ação da Global Sumud Flotilla — constituída como a maior missão civil marítima da história em prol do povo palestino — baseia-se estritamente em princípios universais de não-violência e ajuda humanitária. Ao responder com agressão militar e aprisionamento de civis, profissionais de saúde e observadores internacionais, o regime israelita demonstra, mais uma vez, o seu absoluto desdém pelas instituições globais, operando à revelia da legalidade internacional com total sentimento de impunidade.</p>
<p>É inaceitável que defensoras e defensores de direitos humanos sejam tratados como criminosos por exercerem a solidariedade internacional e denunciarem publicamente as violações cometidas contra o povo palestino. O sequestro, a incomunicabilidade e os relatos de violência e detenções arbitrárias contra os participantes da flotilha evidenciam a escalada autoritária e o desrespeito sistemático às normas internacionais de proteção humanitária e dos direitos humanos.</p>
<p>Diante da gravidade destas violações aos direitos humanos e aos princípios que regem as ações civis globais , o <a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/COMUNICADO-Solidariedad-FLOTILLA.docx" target="_blank" rel="noopener">CBDDH endossa o manifesto conjunto das organizações e movimentos sociais da Cúpula dos Povos</a> e insta as autoridades competentes, o Estado brasileiro e a comunidade internacional a adotarem, em caráter de urgência, as seguintes medidas:</p>
<p>* A pronta localização, libertação e repatriação segura da militante Beatriz Moreira de Oliveira, bem como de todas as defensoras e defensores de direitos humanos retidos na operação;</p>
<p>* A salvaguarda integral da integridade física, psicológica e jurídica de todos os integrantes da missão, assegurando-se o imediato acesso consular e o pleno direito de comunicação com seus familiares e organizações;</p>
<p>* A mediação célere e a proteção diplomática prioritária do Estado brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), junto aos canais diplomáticos formais, com o intuito de obter esclarecimentos oficiais e garantir a segurança dos cidadãos brasileiros envolvidos;</p>
<p>* O estrito respeito ao direito internacional humanitário, viabilizando o livre acesso de ajuda humanitária à população civil da Faixa de Gaza e a devida apuração dos fatos pelos organismos internacionais competentes.</p>
<p>Também expressamos a nossa total e irrestrita solidariedade ao povo palestino, ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), aos familiares de Beatriz e a todas as redes internacionais e defensoras e defensores de direitos humanos que, mesmo diante da violência e da criminalização, resistem em defesa da vida, da justiça e da dignidade do povo palestino.</p>
<p>Não toleraremos que a defesa dos direitos humanos e a solidariedade internacional sejam tratadas como atos de criminalidade. O silêncio diante dessas violações não é uma opção.</p>
<p>Pela vida de Beatriz Moreira!<br />
Pelo fim do bloqueio a Gaza e pela Palestina Livre!<br />
Pela libertação de todos prisioneiros da Flotilha!</p>
<p>Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH)</p>
<figure id="attachment_11793" aria-describedby="caption-attachment-11793" style="width: 1536px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11793" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja.jpeg" alt="" width="1536" height="1023" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja.jpeg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-300x200.jpeg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-1024x682.jpeg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-768x512.jpeg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-320x213.jpeg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-480x320.jpeg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-800x533.jpeg 800w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-360x240.jpeg 360w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-270x180.jpeg 270w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-555x371.jpeg 555w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Oliver-Kornblihtt-_Midia-Ninja-120x80.jpeg 120w" sizes="auto, (max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11793" class="wp-caption-text">Foto: Oliver Kornblihtt | Midia Ninja</figcaption></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e-a-exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 21:13:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A data de 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído pela Lei nº 9.970/2000 com o objetivo de mobilizar a sociedade na proteção de crianças e adolescentes contra todas as formas de violência sexual. &#160; A data remete ao caso de Araceli [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A data de 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído pela Lei nº 9.970/2000 com o objetivo de mobilizar a sociedade na proteção de crianças e adolescentes contra todas as formas de violência sexual.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_11782" aria-describedby="caption-attachment-11782" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-Juliana-Duarte-@junomundo-copia-menor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11782 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/2-Juliana-Duarte-@junomundo-copia-menor-e1779138902929.jpg" alt="" width="800" height="906" /></a><figcaption id="caption-attachment-11782" class="wp-caption-text">Foto: Juliana Duarte &#8211; @junomundo </figcaption></figure>
<p>A data remete ao caso de Araceli Crespo, menina de apenas 8 anos sequestrada, abusada e assassinada em 1973, em Vitória (ES). O crime chocou o país e, até hoje, simboliza a luta por justiça e proteção da infância. O objetivo é conscientizar a população sobre o problema; incentivar denúncias de casos de abuso e exploração; fortalecer políticas públicas de proteção; e dar visibilidade às vítimas e promover acolhimento.</p>
<p><strong>Por que se engajar nessa luta?</strong></p>
<p>O PDL nº 3/2025, em tramitação no Senado Federal, representa um grave retrocesso na proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O PDL — sigla para Projeto de Decreto Legislativo, instrumento utilizado pelo Congresso Nacional para sustar atos normativos do Poder Executivo — pretende anular a Resolução nº 258/2024 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que estabelece diretrizes para o atendimento humanizado, prioritário e multidisciplinar de meninas menores de 14 anos vítimas de estupro na rede de saúde.</p>
<p>A derrubada do PDL é fundamental para garantir que crianças e adolescentes continuem tendo acesso a um atendimento acolhedor, seguro e baseado em direitos humanos, sem revitimização, constrangimento ou barreiras institucionais. A Resolução nº 258/2024 reforça protocolos de escuta protegida, atenção integral à saúde física e mental e articulação entre diferentes serviços de proteção, alinhando-se ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às normativas internacionais de proteção à infância. Revogar essa resolução significa fragilizar políticas públicas essenciais e comprometer a garantia de direitos de meninas que já enfrentam situações extremas de violência.</p>
<p><strong>Importância da luta em defesa dos direitos humanos</strong></p>
<blockquote><p>O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes também é uma pauta central para defensoras e defensores de direitos humanos, que atuam diariamente na proteção da vida, da dignidade e do acesso à justiça. A defesa de políticas públicas de acolhimento humanizado, escuta protegida e garantia de direitos integra a luta histórica desses movimentos contra todas as formas de violência, discriminação e violação de direitos. Em muitos contextos, defensoras e defensores que atuam nessa agenda enfrentam ataques, desinformação e tentativas de deslegitimação, o que reforça a importância da mobilização social e institucional em defesa da infância, dos direitos humanos e da democracia.</p></blockquote>
<figure id="attachment_11785" aria-describedby="caption-attachment-11785" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11785" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--scaled.jpeg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--scaled.jpeg 2560w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--300x200.jpeg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--1024x683.jpeg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/3-Juliana-Duarte-@junomundo--768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11785" class="wp-caption-text">Foto: Juliana Duarte &#8211; @junomundo</figcaption></figure>
<p>Além disso, a mobilização pela derrubada do PDL nº 3/2025 expressa a força histórica do movimento feminista e das organizações de defesa dos direitos humanos na proteção de meninas e mulheres no Brasil. Ao denunciar os impactos da proposta e defender a manutenção da Resolução nº 258/2024 do Conanda, esses movimentos reafirmam que o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes deve ser tratado como prioridade absoluta do Estado e da sociedade.</p>
<p>Nesse contexto, iniciativas como o ato promovido pela Campanha Nacional Faça Bonito, em articulação com a Campanha Criança Não é Mãe e organizações da sociedade civil — entre elas o CFEMEA, integrante do CBDDH — fortalecem a articulação política e social em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, da proteção integral da infância e da garantia de atendimento digno e humanizado às vítimas de violência sexual.</p>
<p><strong> Como ajudar</strong></p>
<p>* Denuncie situações suspeitas pelo Disque 100;<br />
* Apoie campanhas como o Maio Laranja;<br />
* Compartilhe informações confiáveis e educativas.</p>
<p><strong>E lembre-se:</strong> o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes exige vigilância coletiva. Muitas vezes, a violência ocorre em ambientes próximos à vítima, o que torna ainda mais essencial o papel da família, da escola, da comunidade e dos serviços públicos na proteção da infância.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CBDDH debate fortalecimento da política de proteção a defensores com Ministério dos Direitos Humanos</title>
		<link>https://comiteddh.org.br/ultimas-noticias/cbddh-debate-fortalecimento-da-politica-de-protecao-a-defensores-de-direitos-humanos-com-ministerio-dos-direitos-humanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comitê DDH]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 18:08:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontro discutiu o fortalecimento do PlanoDDH e os desafios da política de proteção diante do avanço das violências e dos ataques legislativos no país Brasília — O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), rede composta por 47 organizações e movimentos sociais, realizou, na terça-feira (12/05), uma reunião com a ministra dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Encontro discutiu o fortalecimento do PlanoDDH e os desafios da política de proteção diante do avanço das violências e dos ataques legislativos no país</em></p>
<figure id="attachment_11760" aria-describedby="caption-attachment-11760" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11760 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218.jpg" alt="" width="2048" height="880" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218.jpg 2048w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-300x129.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-1024x440.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-768x330.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-1536x660.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-320x138.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-480x206.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC-e1778696584218-800x344.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11760" class="wp-caption-text">Além da ministra Janine Mello, a foto reúne o coordenador-geral do PPDDH, Igo Martini, integrantes do Grupo Animador do CBDDH e demais participantes da agenda. Foto: Duda Rodrigues | MDHC.</figcaption></figure>
<p>Brasília — O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), rede composta por 47 organizações e movimentos sociais, realizou, na terça-feira (12/05), uma reunião com a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, para discutir o fortalecimento da política de proteção a defensoras e defensores de direitos humanos diante do avanço das violências territoriais, raciais, de gênero, patriarcais, anti-indígenas, antiambientais e LGBTfóbicas no Brasil.</p>
<p>O encontro integra o processo de incidência política construído a partir do 8º Encontro Nacional do Comitê, realizado em março, quando foram definidas prioridades e estratégias para o fortalecimento da política nacional de proteção.</p>
<p>O CBDDH foi representado pelas sete organizações que compõem o Grupo Animador da articulação: Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA); Terra de Direitos; Conselho Indigenista Missionário (Cimi); Justiça Global; ARTIGO 19; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); e ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos).</p>
<p>Durante a reunião, o Comitê reafirmou seu papel histórico na construção, no monitoramento e na incidência em torno das políticas de proteção a defensoras e defensores de direitos humanos no país. Desde 2004, o CBDDH atua na articulação da sociedade civil em defesa dessas políticas públicas.</p>
<p>Entre os principais pontos apresentados à ministra, destacaram-se: a necessidade de ampliação da estrutura de pessoal e do orçamento da política de proteção; os desafios da execução dos programas estaduais por meio de convênios; o financiamento de iniciativas de proteção popular conduzidas pela sociedade civil; a instalação do Comitê de Monitoramento do Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (PlanoDDH);<br />
os ataques legislativos em curso contra o decreto que institui o plano; os resultados da Conferência Nacional de Direitos Humanos; o fortalecimento institucional do Conselho Nacional de Direitos Humanos.</p>
<p>A ministra Janine Mello apresentou um panorama sobre o estágio atual de implementação do PlanoDDH e informou que o Ministério já iniciou reuniões de acompanhamento da política, além de articulações com outros ministérios envolvidos. Entre as medidas adotadas, destacou o envio de ofícios aos órgãos responsáveis pelas ações previstas no plano e a parceria com a Controladoria-Geral da União para fortalecer os mecanismos de gestão, monitoramento e articulação com os estados.</p>
<blockquote>
<figure id="attachment_11763" aria-describedby="caption-attachment-11763" style="width: 2045px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11763 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789.jpg" alt="" width="2045" height="1014" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789.jpg 2045w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-300x149.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-1024x508.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-768x381.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-1536x762.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-320x159.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-480x238.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC4-e1778782788789-800x397.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 2045px) 100vw, 2045px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11763" class="wp-caption-text">Ministra Janine Mello recebe o Comitê Brasileiro dos Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos. Esplanada dos Ministérios, recebeu Grupo Animador do CBDDH, em 12 de maio de 2026. Fotos: Duda Rodrigues/MDHC</figcaption></figure>
<p>“São necessários mecanismos mais efetivos de acompanhamento e monitoramento em relação aos estados, o que representa uma questão estratégica para o ministério. Também precisamos contar com o restante da estrutura governamental para garantir o aperfeiçoamento do programa. A lógica é compartilhar essa responsabilidade para além do nosso ministério, mostrando que este é um programa de governo que demanda uma atuação intersetorial”, pontuou.</p></blockquote>
<p>Segundo a ministra, o Comitê de Monitoramento do PlanoDDH deverá ser instalado nos próximos dias, integrando a estrutura de gestão e acompanhamento da política pública.</p>
<p>O Ministério também destacou os desafios para consolidar maior capacidade institucional, orçamentária e normativa da política de proteção, incluindo estrutura de equipe, instrumentos de monitoramento, fluxos administrativos, regulamentações complementares e articulação interministerial. Nesse contexto, foram mencionadas alternativas de fortalecimento institucional e financiamento, inclusive por meio de cooperações e instrumentos internacionais.</p>
<p>Sandra Carvalho, coordenadora do Programa de Proteção de Defensoras/es de Direitos Humanos e da Democracia da Justiça Global, detalhou os desafios práticos enfrentados em um país de dimensões continentais como o Brasil.</p>
<blockquote><p>“Para termos efetividade em um país como o Brasil, precisamos de uma estrutura robusta para a execução de uma política tão complexa. A proteção, para funcionar na prática, necessita do enfrentamento direto das causas estruturais da violência”, destacou.</p>
<figure id="attachment_11766" aria-describedby="caption-attachment-11766" style="width: 1673px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11766 size-full" src="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416.jpg" alt="" width="1673" height="973" srcset="https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416.jpg 1673w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-300x174.jpg 300w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-1024x596.jpg 1024w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-768x447.jpg 768w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-1536x893.jpg 1536w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-320x186.jpg 320w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-480x279.jpg 480w, https://comiteddh.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Duda-Rodrigues_MDHC7-e1778781715416-800x465.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 1673px) 100vw, 1673px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11766" class="wp-caption-text">A agenda de incidência política, realizada em 12 de maio, destacou a importância do monitoramento do Governo e o compromisso com o orçamento. Foto: Duda Rodrigues | MDHC</figcaption></figure></blockquote>
<h3>Ataques ao PlanoDDH</h3>
<p>O Grupo Animador do CBDDH também apresentou à ministra Janine Mello a preocupação da sociedade civil em relação aos Projetos de Decreto Legislativo (PDLs), que buscam sustar o decreto do PlanoDDH e enfraquecer a política nacional de proteção.</p>
<p>Ao todo, cinco PDLs na Câmara dos Deputados e dois no Senado Federal tentam interromper as ações de implementação do PlanoDDH sob a alegação de “ataque à propriedade privada”, além de associarem defensoras e defensores de direitos humanos a “invasores de terra”.</p>
<p>O Comitê Brasileiro reforçou a importância da articulação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania com o Congresso Nacional e parlamentares aliados na defesa da política pública de proteção construída historicamente pelos movimentos sociais, organizações e defensoras e defensores de direitos humanos.</p>
<p>O CBDDH também reafirmou o protagonismo da sociedade civil, dos movimentos sociais e dos povos e comunidades tradicionais na construção do campo dos direitos humanos no Brasil. A articulação destacou que a consolidação da política pública depende do fortalecimento da participação social, da escuta dos territórios e do reconhecimento das estratégias populares de proteção construídas coletivamente ao longo dos anos.</p>
<p>A reunião integra um conjunto mais amplo de ações políticas desenvolvidas pelo CBDDH voltadas ao fortalecimento do PlanoDDH, à implementação efetiva da política nacional de proteção, à defesa da democracia e à construção de estratégias coletivas de sustentação da vida de defensoras e defensores de direitos humanos em todo o país.</p>
<p><em>Texto Ascom CBDDH, com informações do MDHC e do CFEMEA.</em></p>
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